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 Meu Fotolog
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Redoma dos fragmentos de um espelho




Meia hora e foi-se

De uma hora para outra ele resolveu. Andava deprimido pelas dívidas, por ter se dado conta de que o excesso de cerveja não preeenche determinados vazios, pelo fato de não prover a casa de maneira convencional - não mais. Ensimesmado como andava, imerso em pensamentos circulares e cumulativos, daqueles que aumentam a paranóia de maneira rápida e gradativa, se levantou, tomou um banho, ligou para um amigo e abriu o guarda roupa. O roupeiro ficava no quarto que era seu, no qual dormia com ela - sempre com a tv muda ligada - antes do tudo-que-aconteceu. Agora descansava no quarto da pequena, a filha, de quem três dias antes se queixou de nunca ter recebido um abraço. Puxando pela memória, tal imagem não surge mesmo de imediato. Mas não única e exclusivamente por dificuldade dela. A família era orgulhosa, tinha problemas com sentimentalismos. Do guarda-roupa tirou grande parte de suas vestes. Camisas, regatas, bermudas, calças, cintos, cuecas e meias. Do banheiro levou desodorante e perfume. Alocou tudo numa mala. Fechou o zíper. E despercebido até então, surgiu entre a sala e a cozinha para esperar o amigo, que não demorou a chegar. Abriu a porta. Andou sem dizer nada. Voltou. Olhou para a esposa, a filha, e o vazio do que dizer. Disparou: "Essa casa não precisa mais de marido ou pai". Deu as costas. Levou a bagagem até o elevador. Tentou voltar, mas o orgulho era tanto que só conseguiu soltar as palavras do hall. "Resolva a dívida do agiota na sexta-feira", não dizendo com que dinheiro. Sim, porque não havia dinheiro. Não havia mais o que dizer. Não havia o impacto da surpresa. Simplesmente aconteceu. E pronto.

Impassível, a mulher fechou a porta. Chorou três lágrimas. Comunicou ao filho desatento, lamentou com a vizinha, que assegurou que homem só servia pra cama, chorou mais três lágrimas e respirou. A família havia se fragmentado no espaço de meia hora.


E tem o Caio

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
 
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso.

A única magia que existe é a nossa incompreensão."

Caio F.



Escrito por Fernando às 20h58
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Alguém ensina como se some? Pílulas de sumilança? Ônibus pra Buraco Fundo?




Escrito por Fernando às 13h56
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Desencaixe

E tem aquela hora que sentimentos controversos surgem do nada.

E tem aquele momento no qual você descobre que não sabia que tinha tais coisas dentro de si.

E chega o tempo de se conhecer melhor, porque até o que é quieto e estável, como os sentimentos, reserva surpresas.


E há o desencaixe.

- "A sensação é de que ainda não achei o lugar no mundo".

- "Você ainda não percebeu que a gente não tem lugar no mundo?!"



Escrito por Fernando às 18h21
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Walk on

Deixe-me ir, preciso andar.
Vou por aí a procurar.
Sorrir pra não chorar.


E tem aquela hora na qual você fecha os olhos.
E tem aquela hora que você sente o que não está palpável e imediato.
E tem aquela hora que você se dá uma chance. Ou aos menos deveria.



Escrito por Fernando às 08h16
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Msn nosso de cada dia

Luís: Eu queria te conhecer melhor, mas vc eh reservado, parece triste.

Luís: É impressão minha ou você é triste? Vc não ri nas fotos, só sobressaem os olhos...

Fernando: ...hã...?

Luís: Você viu minha pergunta?

Fernando: Eu não vi a vida.


A impressão que dá é que tudo vai ficar branco.

(Poderia ser uma rosquinha, não poderia?)



Escrito por Fernando às 23h25
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Vai Fundo

Mergulho.

No Caio F.

No Doisneau.

No não-saber o futuro.

Nas expectativas vazias.

Eu poderia dizer que tudo isso é vão e coisa & tal. Vale a pena?

Ô, drama.


Perguntas pertinentes:

- Lead básico: Quem/Quando/Onde?

- Eu mereço?

- Eu quero ou é charme?

- Eu sou muito bobo ou é minha idealização de amor que é a la Doisneau?

- Será?



Escrito por Fernando às 20h55
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De onde vem?

 

I just don't Know what to do with myself.


 

E tinha as flores. E tinha a espera. E tinha a comparação, o espelhamento, a descoberta de que murcho. Sim, eu murcho. E de certa maneira, aceito isso como um processo natural, daqueles que vitima apenas a quem sente, quem percebe, mas não necessariamente se faz perceber. Não da maneira certa. E tem o sentimento, e tem a projeção. Tem a fogueira de vaidades e egos que incomoda. Tem a descoberto de um glamour vazio e pelo qual não vale a pena lutar com tanto afinco. Primeiro deve haver a satisfação, e ela só vem depois da descoberta. não me pergunte o que me atrai mais, o que pretendo fazer de minha vida e coisa do tipo. Se eu soubesse não precisaria mais da vida. A equação matemática estaria resolvida por si só, e esta pequena florzinha não se daria ao trabalho de ser cultivada, expor suas pétalas surradas ao sol e pedir que os sacrifícios diários fossem podados. E há o texto sem revisão. Há o medo do erro e da inconformidade. Há o mergulho profundo no Caio Fernando Abreu e a descoberta que os sentimentos de morte, solidão e ânsia são os mesmos para todos. E tem aquele impulso se escrever cartas a todos, deixar vestígios por onde passo e mostrar que realmente sou - um momento: eu descobri?. O futuro é o hoje e a vida é uma questão de ordem. A flor continua na mão, na cabeça, na existência. Depressão não existe, há apenas as boas resoluções. A vida continua andando e amanhã tudo isso, que mal se sabe por que foi vomitado, passa.



Escrito por Fernando às 19h50
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Moi?

 

                                                                                     Eu.

                                                                                  E Pronto.



Escrito por Fernando às 22h55
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Going

 

Quando nada mais houver,
eu me erguerei cantando,
saudando a vida
com meu corpo de cavalo jovem.

E numa louca corrida
entregarei meu ser ao ser do Tempo
e a minha voz à doce voz do vento.

Despojado do que já não há
solto no vazio do que ainda não veio,
minha boca cantará
cantos de alívio pelo que se foi,
cantos de espera pelo que há de vir.

                            Alento - Caio F.


Agora, a gente faz a vida andar do jeito dela.

Aceitando as surpresas. Segurando rosas.

Acreditando que a vida anda pro bem.



Escrito por Fernando às 21h58
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I do.

 

Yes, I do believe in angels.


Precisando sentir que sinto.



Escrito por Fernando às 15h23
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